Antes de fazer qualquer escolha, a gente precisa saber do que não está disposto a abrir mão. Porque quando a gente sabe o que é essencial para a gente, nossas escolhas ficam muito mais claras. E isso vale para o nosso voto. Domingo, amanhã dia 4, a gente vai escolher seis cargos diferentes. Deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. E apesar de cada um deles ter uma função diferente, todos vão ocupar lugares de decisão e de representação. O deputado federal e o senador fazem parte do Congresso Nacional, participam da criação das leis, discutem o orçamento, fiscalizam o governo federal. O deputado estadual faz isso no âmbito do Estado e também fiscaliza o governo estadual. E o governador e o presidente são responsáveis pela administração dos seus respectivos governos. Eu estou falando isso porque eu acho que a gente costuma prestar muita atenção em quem vai ocupar a presidência e, às vezes, trata os outros votos como se não tivessem tanta importância. Mas eles são gravemente importantes. E antes de escolher o candidato, a gente precisa saber o que espera de quem vai representar a gente. Eu, por exemplo, acredito em educação pública. Então, quando eu vou escolher alguém, me importa saber se essa pessoa defende a expansão e o fortalecimento da educação pública e também olhar para aquilo que já foi feito. Me interessa votar em um governo que criou 14 novas universidades federais e mais de 100 novos campos, ampliando a presença da educação superior pública para além das capitais e que continue investindo nessa expansão. Educação pública é sobre acesso. Permitir que pessoas que não teriam condições de estudar em uma universidade ou em um instituto federal que elas tenham essa oportunidade. Eu acredito em saúde pública, então me importa uma política que aumente o acesso das pessoas ao SUS. O Mais Médicos chegou a 27,4 mil médicos em atividade em 2025. E o Farmácia Popular hoje oferece gratuitamente 41 itens de saúde, incluindo medicamentos para doenças como hipertensão, diabetes, asma, Parkinson, Glaucoma, além de absorventes e fraudes geriátricas. Isso também é uma escolha de país. Eu acredito em reduzir desigualdades. Então, para mim, importam políticas de transferência de renda, de proteção social que garantam renda para famílias em situação de vulnerabilidade, mas que também ampliem suas condições de autonomia. O Bolsa Família, por exemplo, além da transferência de rendas, articulações de assistência social, saúde e educação. Acredito que combater o racismo, a desigualdade de gênero e a discriminação contra pessoas LGBTQIA+, Pessoas com deficiência, povos indígenas e outros grupos historicamente vulnerabilizados também fazem parte de construir um país mais justo. Acredito em valorização do trabalho, acredito no fim da escala 6x1, acredito em ciência e pesquisa, em cultura, em preservação ambiental e acredito em democracia. Não só como direito de votar, mas como respeito às instituições e ao direito de pessoas diferentes de nós também serem representadas. Essas são algumas das coisas das quais eu não estou disposta a abrir mão. E é por isso que, quando escolho alguém para me representar, eu não só olho para o que a pessoa promete, eu quero saber o que ela defende, o que ela já fez e já ocupou um cargo público, quem ela escolhe representar e, principalmente, qual projeto de país está por trás daquela candidatura. Porque não adianta eu escolher uma pessoa simplesmente porque eu gosto dela, porque ela fala bem ou porque alguém me mandou o número dela. Eu preciso entender se ela representa aquilo em que eu acredito. E eu acho que cada um de nós deveria fazer esse exercício antes de domingo. Não precisa ter as mesmas prioridades que eu, mas precisa saber quais são as suas. Então se pergunte, quem melhor representa o Brasil que eu quero construir?
— .(Escrito dia 03/10/2026, às 19:20)


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