A esta hora na terra é metade carnaval, metade conspiração, metade medo, metade fé, metade folia, metade desespero. E provavelmente a essa hora, uma metade do mundo está dançando e a outra metade dormindo. Há ainda, outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas por causa do que me ensinou o mÃstico, eu acredito que agora existe alguém profundamente acordado, alguém que esteja vivendo no intervalo tênue entre o sono e a agilidade. Suponho que ele saiba perfeitamente que esse começo do século, será nosso batismo de voo para persistência no amor. João molhou a testa de Emanuel e os gritos nas ruas molham as testas dos nossos corações.
— Fevereiro, de Matilde Campilho.


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