— Viver é isso? Receber ligações avisando da morte de pessoas queridas até chegar nossa vez? Em dias como esse parece que sim.
— Eu não quero ter vergonha de dar voz às minhas bobagens.
— Estou pensando que é muito estranho que eu fique agindo o tempo inteiro, como se alguém estivesse me olhando e me julgando?
— Eu aprendi a gostar de ouvir música vindo da casa de vizinhos, em dias de semana, horário comercial. Acho que me faz lembrar que existe vida lá fora, porque eu costumo me esquecer fácil disso, às vezes sinto que não existe fora do meu quarto.
— Quando o sol dá um jeito de invadir meu quarto no fim da tarde, mesmo quando eu não abro as cortinas, eu sinto que Deus existe mesmo.
— Eu queria estar sempre com a mesma sensação de quando saio de um show muito foda ou do cinema à noite e as luzes da cidade de Goiânia estão brilhando e eu esqueço que alguém pode quebrar o vidro do carro e levar o celular que eu demorei 21 meses pra pagar.
— Eu queria sempre me sentir como me sinto quando tomo dois Chopps de abacaxi muito gelados numa sexta ou sábado Ă noite e sei simplesmente que vou achar uma promoção muito boa de um sanduĂche duvidoso na 99 food.
— Quero metas mais fáceis de serem cumpridas. Ler bons livros, ver muitos filmes e séries, rir de bobagens com as pessoas que eu amo, tomar diferentes sabores de sorvete, ir em shows, museus e teatros. Esse tipo de coisa.
— Estou com medo de me esquecer pelo caminho.
— Nada é tão permanente assim. Mudar a rota sempre que necessário.
— Estou sempre pensando em quem eu seria, se tivesse dito mais sim.
— O segredo é só deixar o tempo passar.
— Sempre atenta pra conseguir ouvir, o que a vida me diz sem dizer.
— O que eu sinto às vezes é que basta olhar direito para o mundo e pronto: Tipo, todas as respostas estão aqui! Se o olho está bem aberto, o caminho até se revela.
— Tudo é construção, inclusive eu.
— A vida é muito mais do que aquilo que acontece na sua cabeça.


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