Sobre Ana Paula Renault e outras mulheres fortes. As “Vilãs” da história. Independente da sua religião, seu lado político, sexualidade, cor, classe social, e o tamanho do seu corpo. ✊🏽 {...}
Se eu pudesse te emprestaria os meus olhos pra que você pudesse enxergar daqui o quanto você ainda gasta de tempo da sua própria genialidade tentando tomar conhecimento sobre o que especulam ou ao que falam ao seu respeito. Sua preocupação constante com o que escolheram acreditar sobre você ou pelo que saiu de contexto numa história mal contada só te faz te manter com o pensamento ali, travado, engessido, se perguntando: Como é que pode? Como se o universo tivesse a obrigação de vir aqui te explicar na minuciosidade o porquê de existir tanto filha da puta no mundo. As pessoas são como escolhem ser e lidam (ou não) com isso, o lance é que não é a sua obrigação ficar ali balizando as consequências dessas ações. Se mente, se manipula, se foi ingrato, se foi punido ou desmascarado, você não pode mudar o outro, mas você pode mudar do outro. Há castigo suficiente pra alguns em ter que levar a própria vida que tem. O movimento em prol do próprio desenvolvimento só acontece do lado de quem corre do seu lado, de quem joga no mesmo time que o seu, de quem te estimula ali no um á um, no teste á teste, á enxergar além, a ser alguém melhor. Acontece perto de quem te respeita, de quem é honesto com você, de quem é coerente com o que diz e faz, não perto de quem é pequeno e vive a espera de qualquer brecha pra invalidar alguém. A narrativa inventada é a última alternativa de quem ficou lá atrás, quem precisa inventar conflitos e situações pra se sentir relevante, já está dizendo muito sobre o próprio vazio que sente, e se esse vazio contaminar até quem não te conhece, ótimo, liberdade, de quebra ela também já te poupou de se aproximar com alguém que é parecida como ela, lá na frente. Aí nem vai precisar explicar nada, porque convenhamos, essa pessoa não queria a verdade, ela só queria um entretenimento barato. Vai ter quem vai usar intimidade que já teve com você como um selo de credibilidade, mesmo que ela tenha ficado presa, a última versão sua que não conseguiu acompanhar, porque nessa história enquanto você mudava, amadurecia, quebrava, se reconstruía, essa pessoa estava ocupada demais montando um enredo que justificasse o próprio afastamento. Por isso que te transformar em vilão seria o ideal pra que ela saísse como boa coisa, e quanto mais ela repete essa história, mas ela acredita nela! E concordamos que não é o seu papel sair por aí pedindo revisão de imagem, não é justo com você ficar voltando o seu pensamento ao julgamento de alguém que você sequer admira, a forma de ser e viver. Quem precisa saber exatamente como você é sabe, e sabe porquê? Porque te acessa, porque você permite acessar, porque tem conversa, porque vive no presente e não na lembrança. O resto é plateia de uma história em que você nem está mais em cena, o preço da liberdade nunca foi ter boa fama, muito pelo contrário, foi parar de precisar dela. O antagonismo só existe quando há algo a ser disputado, e no momento a única disputa realmente válida é o BBB 26 que tá pagando 5 milhões e meio pro vencedor. Fora isso, é importante dar as coisas do tamanho que elas realmente têm, principalmente na nossa vida. Se você quer ser a vilã da história, coloque sua opinião na mesa e não recue a discordância do outro, tipo a Ana Paula do Big Brother. É curioso como funciona, enquanto você sorri e concorda, você é madura. Enquanto você acolhe e silencia é equilibrada, enquanto você suporta, você é forte, mas no exato momento em que sustenta uma ideia impopular sem tremer a voz, algo muda na narrativa, você deixa de ser intensa e passa a ser descontrolada, deixa de ser firme e vira arrogante, deixa de ser honesta e se torna problemática. Existe um roteiro invisível que ensina mulheres a discordar pedindo desculpas, a argumentar com doçura, a diminuir o próprio tom pra não parecer exagerada. Quando você não segue o roteiro, o sistema precisa te punir simbolicamente, te transformar na antagonista, no reality isso vira entretenimento, mas na vida real vira reputação. E a pergunta que quase ninguém faz é: Porque a assertividade feminina ainda é lida como ameaça? Talvez porque uma mulher que se posiciona, desmonta a fantasia de que ela existe pra acomodar o outro. Talvez porque a opinião quando vem com convicção, desloca em hierarquias sutis que sempre estiveram confortáveis. No fim toda mulher que aprende a sustentar a própria voz, corre o risco de ser mal interpretada, mas também descobre que a paz comparada com o silêncio, custa caro demais.
— .(Escrito dia 07/03/2026, às 20:58).


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